Tira-dúvidas: se não esclarecer a sua, redija uma pergunta

Prof. Dr.
Emilio Carlos Zanatta

Seguem algumas dúvidas sobre o DAF que foram respondidas ao longo dos anos. Envie, também, suas críticas e sugestões. Para aquiririr o produto clique aqui.

Caso sua dúvida não esteja entre as descritas abaixo, clique aqui e envie uma pergunta diretamente para o Dr. Zanatta

 

As dúvidas estão distribuídas por assunto, consulte sobre:
1 – Considerações gerais.

2 – Material e a forma de reembasamento.

3 – Obtenção do traçado gráfico.

4 – Obtenção dos registros interoclusais.

5 – Fixação dos modelos de gesso.

6 – Confirmação da montagem dos modelos na posição de relação central.

 


 

1- CONSIDERAÇÕES GERAIS

 

Que vantagens podem ser observadas no DAF frente a outros sistemas de obtenção de registros interoclusais?

 

Diversos operadores entre profissionais e estudantes, ao longo de 20 anos de utilização deste sistema, relataram que são várias as vantagens:

- Possibilidade de “ver” a RELAÇÃO CENTRAL através do gráfico, facilitando maior controle sobre a posição mandibular quando da obtenção dos registros interoclusais.

- O registro interoclusal orientado pelo gráfico é confiável.

- Com o DAF, na maioria das vezes não necessita de manipulação da mandíbula para obter o registro interoclusal de RELAÇÃO CENTRAL.

- O DAF também orienta a obtenção de registros interoclusais de lateralidade direita, esquerda e de protrusão mandibular.

- É pré-moldado em tamanho único.

- Manipulação fácil e rápida, além de não necessitar de acabamento.

- Reembasamento do DAF direto na boca.

- Não é desconfortável para o paciente.

- O operador sente-se mais confiante.

- Existe coincidência no método “split cast” com diferentes registros interoclusais obtidos com o DAF; confirmando a estabilidade da posição músculo-esqueletal da RELAÇÃO CENTRAL.

- Embalagem individual com etiqueta para identificação do paciente.

 

O afastamento entre os arcos dentais com o DAF não é exagerado?

 

Sim, se for comparado com o JIG de LUCIA ou o Leaf-gauge. No entanto se os côndilos ainda realizam movimento apenas de rotação, não existe razão para que os arcos dentais não possam estar mais afastados no momento do registro interoclusal.

Autores como Mc Collum, Posselt, Ramfjord & Ash, Howat, Okeson, Dawson e Santos Jr, consideram que os côndilos ainda realizam rotação, mesmo com afastamento interincisal de 15mm a 25mm.

Com o DAF, um dos maiores distanciamentos entre incisivos esteve próximo de 10mm.

A coincidência do primeiro contato oclusal em relação central, na boca e nos modelos de gesso, ocorre na mesma qualidade com registros interoclusais obtidos com o “JIG”, Leaf-gauge ou DAF.

 

Há diferença no resultado final da montagem dos modelos de gesso quando a parte B (plataforma inscritora) variar seu posicionamento, ou seja, paralela à superfície palatina dos incisivos superiores ou mais horizontal (paralela ao plano oclusal) ?

 

Com a parte B do dispositivo mais paralela a face palatina dos incisivos superiores, o afastamento dental na região posterior será menor do que se estiver paralela ao plano oclusal. O benefício disto é justamente não se aproximar das medidas máximas de abertura da boca na qual os côndilos ainda estão em rotação.

Nas diversas vezes que se utilizou dois (2) DAF para o mesmo paciente modificando a inclinação, não ocorreu qualquer diferença em relação a área de contato na relação central.
Este aspecto não é crítico se observado o grau de distanciamento interincisal proporcionado pelo DAF. Ainda que o afastamento com o DAF seja maior que pelo método do “JIG”, não houve perda na qualidade no registro da posição de RELAÇÃO CENTRAL.

 

Porque a preferência de uso do DAF ser da parte A no inferior e parte B no superior? Porque muda na classe III de Angle?

 

A preferência é devido a facilidade da manipulação do DAF (ajuste na boca), e melhor coordenação dos movimentos da mandíbula pelo paciente.

No indivíduo classe III de Angle com grande projeção mandibular, deve-se inverter as partes A e B para que o gráfico permaneça restrito na plataforma da parte B.

 

Há coincidência entre vários métodos (DAF, “JIG”, Leaf-gauge, Manipulação da mandíbula) para obtenção da RELAÇÃO CENTRAL?

 

As várias vezes em se utilizou para o mesmo paciente outras técnicas além do DAF, confirmou-se que havia coincidência da área de contato. Deve-se enfatizar que o DAF é mais um método e não “O MÉTODO” para obtenção do registro de RELAÇÃO CENTRAL.

 

E a placa interoclusal (miorrelaxante), posso utilizá-la para alcançar a RELAÇÃO CENTRAL?

 

Sim. É claro que se pode fazer uso da placa para alcançar a RELAÇÃO CENTRAL.

O DAF também poderá auxiliar nesta situação, pois a posição de montagem dos modelos de gesso no articulador semi-ajustável com o registro interoclusal obtido com o DAF, oferece melhor orientação para confecção da placa interoclusal.

 

Há diferença entre a posição mandíbula-maxila de RELAÇÃO CENTRAL obtida pela placa interoclusal e o DAF?

 

Pacientes com dor necessitam que haja remissão dos sintomas para se falar em RELAÇÃO CENTRAL.

No entanto, em pacientes até com dor moderada, e com placas confeccionadas a partir de modelos relacionados por registros interoclusais obtidos com o DAF, houve coincidência da área de contato oclusal antes e após o uso de placa e remissão de sintomas.

 


 

2- MATERIAL E O REEMBASAMENTO

 

Qual o melhor material para reembasamento?

 

O silicone (putty) supre todos os casos, no entanto necessita da aplicação do adesivo previamente.

O bastão de godiva também poderá ser utilizado, com restrição aos casos com retenção (prótese fixa, brackets), ou ainda na presença de coroas de resina acrílica.

 

Procedimento para garantir estabilidade do sistema DAF.

 

Seja com o silicone ou a godiva, durante o reembasamento deve-se manter o DAF fixo, sem qualquer movimento.

O material de reembasamento na parte B deverá recobrir a região anterior de mucosa do palato (rugosidade palatina).

 


 

3- OBTENÇÃO DO TRAÇADO GRÁFICO

 

 

Porque utilizar o spray BK 285 ou o lápis dermatográfico da cor branca?

 

 

A posição do DAF (anterior) favorece a visibilização quando do uso da cor branca. O fundo escuro da boca desfavorece cores como vermelho, azul e preto.

O spray BK 285 (Dr. Jean Bausch KG) permite aplicar a tinta de modo uniforme e fácil, não é tóxico e permite obter o arco gótico de Gysi com traços bem definidos.

O uso do lápis dermatográfico também é um ótimo produto para esta finalidade.

 


 

4- OBTENÇÃO DOS REGISTROS INTEROCLUSAIS

 

 

Quais a características de um registro interoclusal?

 

Pode-se utilizar cera, resina, silicone, entre outros materiais. É importante que o registro interoclusal apresente apenas marcas de pontas de cúspides e que permita ótimo encaixe com o modelo de gesso.

 

Se o DAF na maioria das vezes não necessita o complemento da manipulação mandibular durante a tomada do registro em RELAÇÃO CENTRAL, significa que não necessito saber como proceder a manipulação da mandíbula durante o procedimento clínico posterior?

 

É indispensável o aprendizado e aprimoramento das diversas formas de manipulação.

Embora na maioria das vezes, com o DAF, não seja necessário manipular a mandíbula para obtenção dos REGISTROS INTEROCLUSAIS, este procedimento (manipulação mandibular) necessita ser utilizado na verificação clínica da correta montagem e de todos os procedimentos de ajustes oclusais.

 

 


 

5- FIXAÇÃO DOS MODELOS DE GESSO

 

O DAF deve ser transferido para os modelos de gesso quando da fixação no articulador semi-ajustável?

 

Não. Haverá diferenças que impossibilitarão o correto ajuste do DAF nos modelos de gesso. O indispensável é mesmo o REGISTRO INTEROCLUSAL na posição de relação central.

 

Porque apenas o DAF com o registro gráfico não é o suficiente para relacionar o modelo inferior no articulador semi-ajustável?

 

Não podemos nos esquecer que o DAF está apoiado na região anterior dos arcos dentais e não promove apoio na região posterior. Lembre-se o DAF orienta a obtenção dos REGISTROS INTEROCLUSAIS.

 

Utilizando o registro interoclusal obtido com o DAF, a montagem dos modelos sempre estará correta?

 

Temos que nos lembrar de outras possibilidades de erro na montagem dos modelos de gesso no articulador semi-ajustável:

Tomada do arco facial.

Alteração dimensional do molde e como conseqüência do modelo.

Alteração dimensional do registro interoclusal.

Erro na fixação do modelo de gesso.

Observadas estas etapas e sendo consistente a manipulação da mandíbula por parte do profissional, é possível obter coincidência dos contatos oclusais nos casos montados em articulador semi-ajustável com o DAF.

 

 


6- CONFIRMAÇÃO DA MONTAGEM DOS MODELOS NA POSIÇÃO DE RELAÇÃO CENTRAL.

 

 

Como confirmar se a montagem dos modelos está correta?

 

Estando os modelos de gesso montados em articulador semi ajustável:

remove-se o registro interoclusal e libera-se o pino incisal. Ao fechar o articulador haverá alguma interferência oclusal (caso não haja coincidência entre RELAÇÃO CENTRAL e MÁXIMA INTERCUSPIDAÇÃO HABITUAL – MIH);

permite-se que o modelo de gesso superior no articulador se ajuste contra o inferior promovendo o melhor engrenamento dental entre os modelos.
Duas situações podem acontecer:

1-Se a relação oclusal de MIH nos modelos no articulador for coincidente com a da boca do paciente, então a montagem em RELAÇÃO CENTRAL estará correta.

2-Caso a MIH nos modelos não for coincidente com a da boca houve algum erro na montagem em RELAÇÃO CENTRAL ou o indivíduo está com fratura nos ossos face ou ainda má consolidação cirúrgica destes ossos.

Verificado a situação 1 identificar nos modelos de gesso, o local do primeiro contato oclusal e em seguida treinar as diversas formas de manipulação mandibular até alcançar no paciente a mesma situação encontrada no articulador.

Caso a dificuldade de manipulação seja grande, deve-se instalar a placa interoclusal previamente ao passo clínico de manipulação da mandíbula.

 

Além da coincidência do primeiro contato oclusal na boca e sobre os modelos de gesso, outros contatos como os da seqüência do desgaste seletivo de diagnóstico também serão coincidentes?

 

Sim, serão coincidentes.

 

 

A razão para que sejam diferentes é se a fixação dos modelos de gesso estiver errada, ou a quantidade de desgaste dental no modelo e na boca for muito diferente.

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